quarta-feira, 20 de maio de 2009

Post Inaugural: Season Finale de LOST

Como post inaugural do nosso blog, vamos falar sobre uma das maiores sensações da cultura pop:





Na semana passada foi ao ar o excepcional season finale da quinta e penúltima temporada da série.

Tanto tempo depois da exibição do episódio não há muito mais que teorizar e comentar, posto que os excelentes blogs que tratam da série, como o dudewearelost ou o lostinlost já esmiuçaram bastante o tema.

Contudo, entretanto, todavia, há uma abordagem interessante que me peguei pensando a qual não vi ninguém fazer.

Os produtores da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof já haviam dito que o episódio piloto da série dava uma grande dica sobre o seu final.

Nós, lostmaníacos, logo fizemos a conexão com o jogo de gamão, Luz x Escuridão (peças brancas e pretas), eterna luta do bem contra o mal...

Minha viagem – ou insight – vem justamente do jogo escolhido pelos produtores. Diferentemente do xadrez, onde o resultado final depende exclusivamente da inteligência e estratégia dos oponentes, no gamão há uma pitada de sorte. É bem verdade que conhecimentos de matemática e probabilidade podem fazer uma imensa diferença na determinação do vitorioso numa partida desse jogo, mas há uma dupla implacável que pode fazer com que uma vitória certa se torne uma derrota desastrosa: os dados.

Numa partida de gamão, pode ser que um sujeito precise de uma combinação para vencer o jogo, com a chance de 1 em 36 de acontecer e os benditos dados darem justamente os números necessários.

- E qual a grande descoberta nisso? – vocês me perguntam

- Pois bem – lhes respondo – o grande lance é que – creio eu – os losties não são peças do tabuleiro de gamão. Eles são os dados! Eles são imprevisíveis. Aqui entra a grande discussão da série: livre arbítrio x destino. Discussão essa bastante levantada nesse último episódio.

Como creio no livre arbítrio, assim como Jacob, imagino que “as jogadas” dos losties acabam modificando o cenário do jogo entre os grandes jogadores (Jacob e Esaú[?]).

Pensando dessa forma, passo a aceitar o posicionamento de Faraday em “the variable”: os losties são as variáveis que podem mudar todo o “grande jogo” que passa por seu destino, pelo da ilha e dos irmãos antagonistas.

Confesso que sempre fui defensor da tese de que “o que aconteceu, aconteceu” e achei perfeita a pontuação de Miles de que aquilo que Jack e Cia estavam fazendo na verdade geraria o incidente. Mas, analisando dessa nova forma, relembrando as constantes influências que Esaú tentou exercer - e exerceu - sobre os losties (e até sobre Ben) através das imagens que gerou para os mesmos, fico cada vez mais pendente para achar que sim, os losties são as variáveis que podem modificar todo aquele cenário e isso me faz começar a ter uma ponta de esperança de que aquele clarão realmente foi a explosão da bomba que evitou a queda do Oceanic 815.


Ia ser chocante a primeira cena do 6x01 com o avião pousando com todos sãos e salvos. Realmente isso me faria questionar como a série poderia prosseguir.

Embora eu tenha durante toda a temporada me apegado à “lógica” de que a viagem no tempo já era uma coisa que “tinha acontecido” e que nada que eles fizessem na década de 70 poderia modificar o que se passou na dharmaville e no futuro, tenho que admitir que seria um recurso interessante fazer as coisas mudarem.

Depois de ter assistido Star Trek de J. J. Abrams (criador de LOST) e de atestar que o mesmo não é tão avesso à existência de realidades paralelas essa minha nova teoria ganhou bastante força, pelo menos na minha cabeça!



E vocês o que acham???