segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dexter - Living the dream (com SPOILERS)


Para alegria de milhares de fãs, vazou na internet o primeiro episódio da quarta temporada de Dexter.
Depois de uma terceira temporada razoável (se comparada às antecessoras) parece que nossa boa e velha série vai voltar a ser eletrizante!
Michael C. Hall volta em excelente forma - como de costume - ao papel do nosso psicopata preferido. Agora com um grande adicional: ele é um pai de família.
Acho que ele não tinah dimensão das consequências de como uma vida "normal" poderiam atrapalhar o seu "dark passenger". Um serial killer que não dorme adequadamente, por exemplo, realmente deixa de ser tão cuidadoso e meticuloso e pode acabar dormindo ao volante...
Uma coisa constante nos episódios de Dexter e que sempre me agradam são os seus pensamentos sarcásticos, que dão um toque sensacional de humor à série. Desses devaneios do protagonistas, dois merecem citação:
"É um clichê serial killers serem solitários. Há um motivo para isso";
O segundo, nem é um pensamento, mas sim uma conversa com o seu filho.
"Wanna know a secret? Daddy kills people!"
Isso que é um diálogo amável para pôr uma criança pra dormir! O resto é baboseira!
Sobre as novidades iniciais. parece que teremos várias subtramas relativamente interessantes:
- Romance de Angel e Laguerta;
- Quin e seus mistérios;
- Debra fuçando o passado do seu pai;
- Um possível triângulo amoroso envolvendo Debra e, consequentemente, o melhor de tudo:
- A volta do Agente Lundy!!!
Dexter treme na base só de ver o cara! Certamente a simples presença dele causa uma tensão em todo o núcleo Morgan! Muita coisa boa deve vir por aí!
Isso sem falar do novo "bandido" da série. Muito melhor que o fraquíssimo Esfolador da temporada passada! Eis que nos é apresentado o "Trinity Killer" um psicopata clássico. Sua cena inicial mostra toda a meticulosidade de um verdadeiro assassino, coisa que Dexter está perdendo um pouco, infelizmente (ou não)!
O que é o sadismo de uma pessoa que corta a artéria de sua vítima enquanto a abraça por trás, e usa um espelho pra ver a vida da sua presa se esvair olhando-a nos olhos? MUITO BOM.
O episódio em si, nem parecia um início de temporada, de tão movimentado que foi! Várias pontas sendo desenvolvidas, muita ação e um final... Que final!
É bem verdade que ainda ficou abaixo do final do primeiro episódio da segunda temporada de Dexter (os corpos sendo achados no mar e o coração dele acelerando). Mas ainda assim, o capotamento do carro do nosso exausto protagonista nos deixa, pelo menos de início bastante preocupados.
O pensamento inicial é que o corpo da vítima poderia estar no porta-malas e isso, sem dúvidas, traria uma série de enormes problemas. Contudo, creio que Dexter já tinha libertatado sua vítima na corrente do Golfo, mesmo porque, duvido muito que ele fosse comprar o presente de Little Harison com um defunto (ou pedaços dele) na mala do carro...
Mas como tudo na vida, há um terrível lado ruim em ter assistido agora a este fantástico "living the dream": apenas em outubro saberemos como continua a saga do nosso psicopata preferido!
O certo é que, sem dúvidas, valerá a pena esperar!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Desafio Sebrae


O Desafio Sebrae é uma competição organizada pelo Sebrae e Coppe que visa estimular o empreendedorismo entre os universitários.
O participante forma uma equipe de 3 a 5 componentes e ganha uma empresa virtual para administrar. Mas não basta gerir a empresa, você estará num mercado com concorrentes e precisa se sair melhor que eles em critérios como receitas, vendas e lucro.
Além de servir como aprendizado básico de administração, o jogo pode proporcionar experiências incríveis, além de prêmios.
Na etapa inicial, os jogadores são divididos por estados. O legal é que os campeões estaduais são levados (com todas as despesas pagas) para uma semi-final nacional em um estado pre-determinado, onde ficam hospedados em hotéis de qualidade, com direito à alimentação, passeios turisticos e festa.
O jogo em sí tambem é legal. Com gráficos simples mas dinâmica interessante, afinal é muito melhor competir com outra pessoa do que com o computador!
O DS, como é chamado o Desafio, em si tem diversas variáveis, algumas mais importantes, outras menos. O segredo para ir bem é identificar essas variáveis mais relevantes e utilizá-las da melhor maneira possível. Mais informações podem ser encontradas na comunidade do orkut "Eu participo do Desafio Sebrae".
O jogo já está em andamento nesse ano, mas quem ainda não participou não deve deixar passar a oportunidade em 2011!

terça-feira, 9 de junho de 2009

T4 - Exterminador do Futuro 4: A salvação



Na última sexta feira foi lançada mais uma sequência de Exterminador do Futuro. O filme tinha a missão de recuperar a franquia depois do fraco T3, que, como todos vimos, não chegou nem perto dos seus antecessores.

A primeira mostra de que realmente iriam fazer o possível para reerguer a série, foi a escolha do ator para o papel de John Connor: Cristhian Bale (Batman - O Cavaleiro das Trevas). Bale vem fazendo excelentes papéis e tendo atuações bem consistentes. Sem dúvidas foi um John Connor superior ao seu antecessor.

A história, dada as devidas proporções, me lembrou um pouco as sequências de Matrix.

Antes que me entendam mal, deixem-me esclarecer. Em "The Matrix" temos a apresentação de um mundo. Neo conhece esse mundo e vive sua primeira aventura nele. Nas sequências, os filmes meio que deixa de ser um ficção científica para ser um filme de pura ação que se passa no mundo apresentado no primeiro filme, pelo menos essa é a minha visão.

Em T4 a tese é a mesma. Não temos mais um viajante do futuro tentando mudar acontecimentos do passado. Agora o que está em jogo é o presente: se as coisas derem errado, todo mundo vai se dar mal imediatamente e não daqui a anos.

Ditas as premissas, vamos aos comentários. Em primeiro lugar, tenho que dizer que as pessoas que fizeram os traillers do filme são umas verdadeiras MULAS. Sim, eles são muito idiotas! Entregaram pra todo mundo uma informação que seria muito mais interessante se fosse descoberta ao longo do filme. Me refiro ao fato de terem revelado que Marcus Wright (Sam Worthington ) era uma máquina!

Aliás, cabe aqui um parenteses, me pareceu que Marcus teve mais tempo de tela que o próprio John Connor, o que por sí, já mostra como esse ator foi muito bem no filme, para ter seu tempo equiparado a uma estrela já consagrada (Bale) que interpretava o protagonista que todos conhecemos.

O segundo ponto que vale nota é a evidente referência aos filmes anteriores: frases como "come with me if you want to live" e "I'll be back" certamente farão os fãs se remeterem a T2, que foi o filme de maior sucesso da série. A idéia foi boa, creio que com isso foi conquistada a simpatia dos espectadores, que definitivamente preferiam se lembrar do segundo filme da franquia que ter em mente que aquela era a sequência do fraquíssimo T3.

O terceiro comentário é sobre a sacada de fazer a mesma coisa dos outros filmes, com um foco diferente. Em vez de voltar ao passado para mudar o futuro, nesse filme as máquinas buscam mudar o presente para alterar o passado!! Quem acompanha a franquia sabe que John Connor é fruto do amor entre um soldado do futuro que voltou ao passado para proteger sua mãe. Em T4 a SkyNet busca eliminar esse soldado, que ainda é um garoto (Anton Yelchin, de Star Trek). Gostei muito dessa idéia, principalmente porque me lembrou um pouco a história de T2, creio que pelo fato de o perseguido ser um adolescente com um monte de problemas (tá, Kyle não tinha uma "mãe maluca" e não era um adolescente rebelde, mas tinha um monte de problemas pra lidar, como garantir a própria sobrevivência e a de sua "irmã" menor).

Ao longo do filme os personagens vão se desenvolvendo e a história é consistente o suficiente pra manter todos concentrados durante todos os seus 115min. Embora algumas passagens sejam previsíveis e até um tanto clichês, Exterminador do Futuro 4: A Salvação é um bom filme que pode não ter superado o primeiro e o segundo volumes da franquia, mas definitivamente a recolocou em lugar de destaque no cinema.

Vou evitar maiores comentários para não estragar surpresas (como nossos amigos dos traillers) e restrinjo-me a recomendar que assistam o filme, que tem muita ação e efeitos muito bem feitos, salvo uma aparição que todos certamente irão notar que poderia ter sido mais caprichada.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Post Inaugural: Season Finale de LOST

Como post inaugural do nosso blog, vamos falar sobre uma das maiores sensações da cultura pop:





Na semana passada foi ao ar o excepcional season finale da quinta e penúltima temporada da série.

Tanto tempo depois da exibição do episódio não há muito mais que teorizar e comentar, posto que os excelentes blogs que tratam da série, como o dudewearelost ou o lostinlost já esmiuçaram bastante o tema.

Contudo, entretanto, todavia, há uma abordagem interessante que me peguei pensando a qual não vi ninguém fazer.

Os produtores da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof já haviam dito que o episódio piloto da série dava uma grande dica sobre o seu final.

Nós, lostmaníacos, logo fizemos a conexão com o jogo de gamão, Luz x Escuridão (peças brancas e pretas), eterna luta do bem contra o mal...

Minha viagem – ou insight – vem justamente do jogo escolhido pelos produtores. Diferentemente do xadrez, onde o resultado final depende exclusivamente da inteligência e estratégia dos oponentes, no gamão há uma pitada de sorte. É bem verdade que conhecimentos de matemática e probabilidade podem fazer uma imensa diferença na determinação do vitorioso numa partida desse jogo, mas há uma dupla implacável que pode fazer com que uma vitória certa se torne uma derrota desastrosa: os dados.

Numa partida de gamão, pode ser que um sujeito precise de uma combinação para vencer o jogo, com a chance de 1 em 36 de acontecer e os benditos dados darem justamente os números necessários.

- E qual a grande descoberta nisso? – vocês me perguntam

- Pois bem – lhes respondo – o grande lance é que – creio eu – os losties não são peças do tabuleiro de gamão. Eles são os dados! Eles são imprevisíveis. Aqui entra a grande discussão da série: livre arbítrio x destino. Discussão essa bastante levantada nesse último episódio.

Como creio no livre arbítrio, assim como Jacob, imagino que “as jogadas” dos losties acabam modificando o cenário do jogo entre os grandes jogadores (Jacob e Esaú[?]).

Pensando dessa forma, passo a aceitar o posicionamento de Faraday em “the variable”: os losties são as variáveis que podem mudar todo o “grande jogo” que passa por seu destino, pelo da ilha e dos irmãos antagonistas.

Confesso que sempre fui defensor da tese de que “o que aconteceu, aconteceu” e achei perfeita a pontuação de Miles de que aquilo que Jack e Cia estavam fazendo na verdade geraria o incidente. Mas, analisando dessa nova forma, relembrando as constantes influências que Esaú tentou exercer - e exerceu - sobre os losties (e até sobre Ben) através das imagens que gerou para os mesmos, fico cada vez mais pendente para achar que sim, os losties são as variáveis que podem modificar todo aquele cenário e isso me faz começar a ter uma ponta de esperança de que aquele clarão realmente foi a explosão da bomba que evitou a queda do Oceanic 815.


Ia ser chocante a primeira cena do 6x01 com o avião pousando com todos sãos e salvos. Realmente isso me faria questionar como a série poderia prosseguir.

Embora eu tenha durante toda a temporada me apegado à “lógica” de que a viagem no tempo já era uma coisa que “tinha acontecido” e que nada que eles fizessem na década de 70 poderia modificar o que se passou na dharmaville e no futuro, tenho que admitir que seria um recurso interessante fazer as coisas mudarem.

Depois de ter assistido Star Trek de J. J. Abrams (criador de LOST) e de atestar que o mesmo não é tão avesso à existência de realidades paralelas essa minha nova teoria ganhou bastante força, pelo menos na minha cabeça!



E vocês o que acham???